StudioBR http://studiobrarquitetura.com Site Fri, 11 Oct 2019 18:15:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.2.4 http://studiobrarquitetura.com/wp-content/uploads/2019/08/cropped-logo-site-32x32.png StudioBR http://studiobrarquitetura.com 32 32 A convivência de 4 gerações no ambiente de trabalho http://studiobrarquitetura.com/a-convivencia-de-4-geracoes-no-ambiente-de-trabalho/ http://studiobrarquitetura.com/a-convivencia-de-4-geracoes-no-ambiente-de-trabalho/#respond Tue, 20 Aug 2019 13:08:25 +0000 http://studiobrarquitetura.com/?p=1423 A indústria 4.0 é um transformação no comportamento humano em nível social e individual.

Vivemos a era que os especialistas chamam de revolução digital, também conhecida como indústria 4.0. Mais do que uma revolução tecnológica que coloca à caminho ferramentas nunca vistas, lidamos com as incertezas sobre seus impactos na relação do ser humano na esfera profissional. Começamos a ouvir, com grande frequência, termos como: inteligência artificial, a robótica avançada, a internet das coisas, veículos autônomos, nanoteconologia, sabemos que vieram para ficar.

A indústria 4.0 não é apenas uma transformação completa e profunda da produção industrial, mas principalmente do comportamento humano em nível social e individual. Não menos ágeis, as tecnologias digitais tornaram-se ferramenta indispensável à convivência humana no mundo atual, criando um novo círculo de relações e elevando as oportunidades de inovação e crescimento, seja na forma de melhorar a experiência do cliente, seja na melhora de comunicação ou busca de soluções entre times dentro das empresas.

A revolução digital, fenômeno sem volta, gera impacto global em todos os setores: indústria, comércio, saúde, serviços, agricultura. E, contrariando nossas previsões do passado, ela não acontece em um mundo povoado de robôs e carros voadores, pelo contrário. Há 30 anos nos referíamos a um 2020 em que nos alimentaríamos de pílulas espaciais, os carros voariam, robôs dividiriam calçadas conosco no trajeto pro trabalho. Porém nos deparamos agora com o que chamo de: Era dos paradoxos. Nela, coexistem o avanço tecnológico e a busca por nossa humanização.

Carros dão lugar à bicicletas e patinetes, ticket refeição é substituído pela comida caseira saudável, ferramentas digitais de gestão não resolvem tão rápido quanto práticas que envolvem contato humano, escrita em borders, post-its, workshops. Cuidar de nosso fator humano ganhou valor crescente perante os olhos do cliente, e principalmente do colaborador.

A boa notícia é que a humanização das práticas é desejada por todas as gerações, tendo algumas delas crescido profissionalmente em um tempo de ferramentas menos digitais. A má notícia é que ainda vemos um perigoso descompasso entre a necessidade de implantação desta mudança X a prática em muitas empresas. Pesquisas mostram que 80% dos líderes empresariais mundiais acreditam que revolução digital é uma grande oportunidade de mudar, mas atestam não ter um plano exequível para realizar essa jornada. Se falarmos em humanizar o contexto em que esta mudança ocorre, então, este número piora mais.

Ao compreendermos que a transformação digital não é necessariamente tecnológica, mas majoritariamente organizacional, assumimos que a forma de trabalhar precisa evoluir velozmente a fim de garantir uma evolução compassada e menos traumática de cada companhia em relação ao mercado e às expectativas de clientes e colaboradores.

Em primeiro lugar, esta mudança organizacional precisa de planejamento e ação especializada e requer condução a partir dos líderes (o famoso top-down). É preciso, acima de tudo, quebrar barreias e ouvir às pessoas. A tecnologia é um dos seus instrumentos para garantir uma evolução sem traumas ou perdas às organizações, mas ao atuar sozinha essa tecnologia gera apenas conflitos já que falamos de um momento em que quatro gerações atuam juntas no ambiente corporativo.

Logo, as matérias de recursos humanos tornam-se as maiores aliadas das tecnologias a serem implantadas nas empresas. Em paralelo, suportando a mudança comportamental, organizacional e cultural de cada empresa, é preciso um olhar assertivo e embasado ao formato do espaço físico que abriga este trabalho. Projetar conforme tendências nunca caiu tanto em desuso. Perante o cliente e o colaborador não mais conseguiremos maquiar um espaço de qualidade, a qualidade não está na estética. Se hoje a “tendência” é humanizar o espaço, saber como fazê-lo é indispensável para garantir veracidade no resultado.

Especialistas em Workplace projetam como braço direito do cliente, para que cada detalhe seja estruturado e planejado, e somente após este assertivo desenvolvimento projetual, convidam-se executores para implantar os espaços.

Os caminhos do passado, em que o projeto do espaço de trabalho vinha num pacote de construção, geraram milhões gastos em áreas sem adesão (ainda que bonitas) e o pouco tempo gasto em um projeto tão significante (com a premissa de que tempo é dinheiro) abriram uma lacuna nos números de produtividade: pessoas não querem mais estar oito horas por dia em um espaço que não funciona. Se o espaço não funciona, mas as metas continuam, isso significa usar do tempo para atividades pessoais na conclusão de tarefas de trabalho. Ninguém mais quer este formato. Tempo é uma moeda de valor inestimável, e o tempo de vida particular nunca foi tão valorizado.

Quando falamos de espaços que não dialogam com a cultura da empresa então o resultado é mais catastrófico ainda. A invés de engajar, os espaços geram ironias, desconfortos, questionamentos. Conectar o espaço físico à empresa refere-se à ser transparente no que se oferece, e aplicar recursos para as pessoas acima de tudo.

Gerações Baby Boomers, X, Y e Z dividirão por anos o mesmo local de trabalho, e ainda que todos possuam acesso às novidades tecnológicas, sua forma de trabalhar e se relacionar, suas ambições e sua visão do que é o sucesso divergem consideravelmente. A concepção do espaço que irá abraçar todas essas gerações e todas as tecnologias a caminho, pode agora aprender com os erros do passado e criar um ambiente híbrido e favorável ao convívio de todos os perfis profissionais dentro de uma organização.

Nos últimos 40 anos a tecnologia evoluiu mais de 20 vezes, já o espaço de trabalho avançou apenas 1,8 vezes (média global) no mesmo período de tempo. Sendo o espaço de trabalho a ferramenta líder aonde as demais ferramentas são implantadas, esse número assusta bastante.

O que era considerado revolucionário nas implantações corporativas em décadas anteriores, hoje nos confere números altos de insatisfação dos colaboradores (como foi o caso do Open Space – reprovado por 70% de pessoas entrevistadas sobre o tema). É chegado o momento de igualar a evolução tecnologia à evolução física do espaço e trabalho, mas, acima de tudo: é chegada a hora de preparar o espaço físico para a revolução digital que se apresenta.

Está na hora de explorar e levar em conta o que a ciência, a arquitetura e a era digital, juntas, podem fazer pelas quatro gerações que hoje habitam e compartilham o cenário corporativo.

*Por Bruna de Lucca, diretora de projetos da Studio BR Arquitetura

 


Fonte: https://www.itforum365.com.br/a-convivencia-de-4-geracoes-no-ambiente-de-trabalho/

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Nova sede do Banco Pine http://studiobrarquitetura.com/nova-sede-do-banco-pine/ http://studiobrarquitetura.com/nova-sede-do-banco-pine/#respond Thu, 15 Aug 2019 15:56:42 +0000 http://studiobrarquitetura.com/?p=1426 NOVA SEDE DO BANCO PINE MARCA O FIM, MEIO E INÍCIO DE UMA NOVA FASE

“A cereja do bolo e o pontapé inicial para uma nova caminhada”, assim o Gerente de Serviços e Patrimônio do Banco Pine, Lucas Iak, define o projeto de R$ 5,8 milhões de investimento para a nova sede da instituição em São Paulo, localizada no coração financeiro da cidade – a Avenida Juscelino Kubitschek. Para ele, que tem a veia inovadora das empresas de tecnologia e traz o know-how de outros quatro projetos desse tipo, a mudança representa a consolidação de um processo de reposicionamento que já vinha sendo maturado, além de representar o marco de um novo momento frente às transformações do mercado nas relações com os clientes e stakeholders, além da definição e finalidade das instituições.

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Projeto de workplace em novo endereço simboliza o que já foi feito e o que ainda está por vir no reposicionamento da instituição como negócio e como marca, frente às transformações mercadológicas.

De 16 startups que se tornaram unicórnios em 2018, ou seja, que foram avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais, segundo a CB Insights, pelo menos dez são fintechs. O número ilustra bem a grande revolução que vive o mercado financeiro em todo o mundo.

“Adaptação” e “inovação” são palavras-chaves nesse cenário para quem quer se manter e fazer dos desafios oportunidades para crescer. Assim, com mais de 20 anos de operação, sendo dez no mesmo endereço (no Eldorado Business Tower, em Pinheiros), o Banco Pine vem se reestruturando com foco em pulverização da carteira por meio de médias e grandes empresas, com faturamento anual de até R$ 500 milhões, tíquete médio de R$ 3,5 milhões, aumento da cesta de produtos/serviços e até abertura a pessoas físicas que buscam alternativas de investimentos em renda fixa, por meio do lançamento do Pine Online, realizado em 2017.

Paralelamente, busca-se a modernização e o rejuvenescimento da marca por meio de investimento em tecnologia, eficiência e efetividade, mantendo como valores a transparência e o conceito que caracteriza a história da instituição: “somos todos donos”.

Foi a partir desse principio que o processo de mudança para a nova sede começou. Para as tomadas de decisões foi criado um comitê formado por representante de diferentes áreas, como Facilities, Recursos Humanos, Marketing e Diretoria.

O primeiro passo foi o levantamento das reais necessidades e anseios. De um lado, conversas diretas do próprio Lucas com a equipe e uma busca que resultou em visitas a 40 empreendimentos. De outro, o levantamento feito StudioBR Arquitetura & Design – o escritório de arquitetura escolhido, de uma seleção de dez -, que assina a metodologia Workxperience®. A condição real do espaço físico foi mapeado através de processos imersivos de pesquisa de atividades das equipes e estudo presencial. “Ficamos 30 dias acompanhando o uso dos espaços do Banco Pine, além de aplicar um questionário que teve 100% de adesão dos executivos e líderes, com aprovação de todas as perguntas – algo inédito para nós. A partir dessas informações, apresentamos as conclusões em gráficos, que pautaram as recomendações”, explica a Diretora de Projetos e Sócia da StudioBR, Bruna de Lucca, que destaca a importância do apoio dos executivos. “Se há bloqueios ou filtros, o resultado fica fotografável, mas superficial em termos de funcionalidades”.

 

 

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Na pesquisa ficou evidente o que já fazia parte da percepção de Lucas – o espaço anterior já não se enquadrava mais na realidade atual do banco. “No meio do processo já tinha gente que queria vivenciar o novo espaço”, lembra ele, mencionando também o trabalho de comunicação, desde o anúncio oficial feito pelo CEO, os comunicados com teasers das novidades e passo a passo da obra até as parcerias com o comércio do entorno para que o cliente interno fosse acolhido tão logo chegasse.

A sede pela mudança chegou a surpreender Bruna. “Achávamos que as áreas mais ligadas à tecnologia e criação, como marketing e TI, seriam as que pediriam mais espaços colaborativos, mas a pesquisa nos mostrou que essa era uma necessidade de 73% das pessoas, ou seja, a busca por mais oportunidade de entrosamento e agilidade para as reuniões não se limitava a essas áreas”, conta a Arquiteta. Assim, um banco digital atual e jovem, de alto padrão, foi traduzido pela arquitetura em cores, nos materiais escolhidos e na criação de espaços colaborativos e flexíveis.

Um deles é a cabine “Booth”: possui acústica de alta performance, se comparada a outros espaços abertos, com reforços em estofados, malhas acústicas e outras técnicas, o que viabiliza que uma conversa no interior do espaço não passe para áreas próximas. Tem também os “Squads”, que são cinco espaços modulares, com paredes 100% retratéis sobre as quais o colaborador pode escrever (do piso ao teto), equipados com TV’s de 40”, para o desenvolvimento de projetos e trabalho de equipes multidisciplinares; os “Flex Spaces”, compostos por mesas espalhadas pelos andares, para reuniões de grupos de quatro a cinco pessoas; as “Phone Calls”, para uso mais privativo, como para fazer ligações que demandam mais reserva ou sigilo; e as “Praças”, áreas para o café, que antes ficavam dentro de uma sala e agora são abertas e totalmente acessíveis a todo o andar.

Para o co-partner no Studio BR, Rodrigo Mancini, “a arquitetura tornou-se” essencial no processo de disrupção dos bancos médios, através de projetos em que as mesas de trabalho possuem medida necessária ao desempenho confortável, sem exageros, liberando espaço para aproveitamento com áreas colaborativas e de trabalho ágil. Todo o processo, do início ao fim, tem como objetivo garantir um investimento sustentável e inteligente, que por sua vez garante um custo operacional também otimizado e sustentável”. Assim, “entradas triunfantes de mármores italianos deram lugar a estruturas aparentes por onde corre a tecnologia de ponta, conectando todos os cantos de escritórios cada vez mais colaborativos e dinâmicos. Áreas de trabalho comuns são rodeadas de pufes, lousas, mesas itinerantes, sofás para reuniões ágeis e muita cor”, descreve ele, citando como um dos cases o projeto do Banco Pine, onde não só as estruturas são aparentes, mas o Data Center, o Network Operation Center (NOC), com o desempenho e resultados, e as rotinas e objetivos de equipes em lousas também o são. “Essa é a nova mensagem que queremos passar, de classe, mas, ao mesmo tempo, de modernização, tecnologia, inovação e transparência. Queremos que isso reflita em nosso ambiente e que nossos funcionários vivenciem esses valores todos os dias”, acrescenta Lucas.

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Bruna e Mancini, do Studio BR, que assina o projeto criado a partir da metodologia exclusiva Workxperience®.

A efetividade também se traduz em números. De acordo com o Executivo, a mudança para a nova sede representa uma economia de R$ 2,5 a R$ 3 milhões por ano, com despesas de aluguel, condomínio, IPTU e outros itens que foram eliminados, garantindo um payback de menos de 2 anos. E mesmo com uma redução de 300 m² de área, em relação ao espaço anterior, o atual abriga o mesmo número de pessoas. São 2.750 m² divididos em três conjuntos, para uma população de 310 colaboradores, além do ganho de novos espaços.

E todos plenamente utilizados, como comprovou a análise posterior à entrega feita pelo Studio BR. “Notamos, por exemplo, que os “Squads”, que podem ser fechados em áreas menos e reservadas, na prática, nunca ficam fechados. As equipes estão realmente evoluindo nesse uso do espaço aberto e integrado. Foi uma integração até mais completa do que havíamos planejado”, orgulha-se Bruna. Isso porque cada área foi pensada e otimizada de acordo com a necessidade.

 

GANHOS “QUANTI” E “QUALI”

Partindo dos princípios culturais tradicionais de uma instituição financeira, os números são importantes e foram amplamente utilizados para pautar as tomadas de decisões. A análise prévia, por exemplo, mostrava os ganhos de forma numérica: cinco áreas colaborativas equivalem ao mesmo custo de área de uma sala de reunião, ou seja, você tem cinco grupos trabalhando simultaneamente em uma área que antes estaria acontecendo uma única reunião.

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A economia anual prevista com a mudança também foi fator decisivo, além da economia pensada em termos de operação e manutenção. Só com a troca do carpete, para uma versão escura em substituição à clara que era utilizada, serão poupados R$ 350 mil por ano em limpeza. “Eles prezaram pela qualidade o tempo todo, em tudo, tanto para garantir o melhor para os usuários, como considerando a vida útil e manutenção de cada item”, garante Bruna.

Ganho de produtividade também entrou na conta. De acordo com Bruna, uma das medições feitas recentemente pela Studio BR mostrou que as empresas perdem em média US$ 300 mil por ano em horas desperdiçadas só para chegar à sala de reunião e esperar que ela seja desocupada e/ou preparada.

E o pior, essa perda é também de algo valoroso e raro: tempo. Tempo de vida das pessoas, que está sendo desperdiçado, na contramão da qualidade de vida cada vez mais almejada e valorizada pelas pessoas. Por isso, a arquitetura é utilizada como ferramenta de transformação, como destaca a Arquiteta. “Esse movimento do Pine demonstra a preocupação com o capital humano. É o reconhecimento do mercado de que investir nas pessoas e na prosperidade delas significa investir na prosperidade da própria companhia. E quando eu falo em ambiente e prosperidade através da arquitetura, voltamos a 1920, quando já se dizia que 98% das reações químicas do corpo são influenciadas pelo ambiente físico em que a pessoa está. Se estamos influenciando sentimentos e emoções, temos que ser responsáveis. Vai muito além de proporcionar um espaço bonito”. Sim, porque como diz o provérbio capitalista, “Time is money”. E, quando bem aplicado, tempo é investimento. Por isso, no Banco Pine os espaços convidam e a frase estampada comprova: “Café é sempre uma boa ideia”. E boas ideias geram novas boas ideias, que, em tempos exponenciais, são sempre bem-vindas.

 

 

 

 


Fonte: Matéria impressa publicada na Revista Infra

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Ambientes mais humanizados, saudáveis e que promovam mais integração e qualidade de vida http://studiobrarquitetura.com/249-2/ http://studiobrarquitetura.com/249-2/#respond Sun, 11 Aug 2019 20:54:59 +0000 https://modelodesite.net.br/pro/?p=249 Estamos diante de um movimento muito valioso para a convivência e produtividade do ser humano. Estamos repensando, em todas as esferas, como
oferecer ambientes mais humanizados, saudáveis e que promovam mais integração e qualidade de vida. Consequentemente buscamos elevar a saúde física e
emocional daqueles que utilizam espaços com arquitetura embasada e funcional.

Não menos importante do que a integração entre pessoas, a sinergia entre pessoas e instituições, e com as disciplinas com as quais convivem, é importantíssima. Essa sinergia reflete em nosso subconsciente e traz resultados significativos quanto à produtividade e o engajamento.

Quando falamos de escolas, vemos em larga escala as unidades educacionais do país se reinventando em seu aspecto físico para atender à constante evolução tecnológica e de comunicação. Sabemos que há ainda muito a se fazer, mas o primeiro passo é sempre abrir o horizonte dos agentes de ensino, e mostrar que a arquitetura atua como agente aliado aos resultados que buscam elevar a qualidade de vida, a humanização e o bem-estar de seus alunos.

Nós, arquitetos, projetamos a maior ferramenta que um aluno tem em sua posse quando pisa no ambiente escolar: o espaço físico.

A tecnologia é essencial, mas o espaço precisa estar adaptado a essa tecnologia: uma sala multimídia tem formato diferente na disposição de mesas, um auditório que promova debates precisa ter formato mais parecido com um fórum do que com um teatro, uma sala de aula com diversas ferramentas de comunicação não pode ter cadeiras e mesas fixas. E por aí vai.

Dentre tantos detalhes que pensamos, a qualidade do espaço físico é quase protagonista quando buscamos suprir, em cada criança/adolescente, o
que chamamos de suas necessidades fundamentais.

Necessidades essas que vão da esfera fisiológica à esfera social. Hoje o chamado “ambiente de alta performance” deixa de ser aquele que gera as melhores notas e passa a ser aquele que gera a produtividade com qualidade de vida, ou seja, promove satisfação em todos os quesitos necessários à realização de um ser humano, de uma criança (o sucesso curricular é apenas um deste quesitos, mas hoje já sabemos que a plenitude do indivíduo vai além disso).

Como exemplo de uma inserção pensada para complementar a excelência curricular, projetamos para o Ensino Fundamental do Colégio Agostiniano São
José, um retrofit de sua área de vivência/pátio voltado à integração da natureza, do ser humano e da arte.

Atrelando as características regionais e históricas, ao estilo de Piet Mondrian, encontramos nesse artista, fonte inspiradora para uma releitura feita exclusivamente para o grande muro do pátio do Colégio Agostiniano. Foram mais de 30 metros desenhados à mão para o cliente. E mais de mil m² de pátio revitalizados e integrados à natureza através do paisagismo.

O interessante da releitura é que com ela podemos aplicar à arte original um pouco de nossa visão sobre a obra e adaptá-la ao cenário/realidade em que esta será inserida. No caso do muro do Colégio Agostiniano pudemos trazer à tona uma paleta de cores mais variada e uma leve interferência na exatidão das linhas retas originais de Mondrian. Mas o importante é que a essência de Piet Mondrian, através de seu neoplasticismo, se manteve ali e foi a origem e inspiração de toda a composição.

Ao inaugurarmos o pátio, em entrevista ao corpo de docentes e pais, reforçamos as informações acerca de Mondrian, que como grande estudioso de
sua época e precursor do neoplasticismo, tinha como influências fundamentais em sua obra as teorias e leis de grandes estudiosos que o precederam, buscando sempre aprofundamento no estudo da ciência e da arte.

Essa conexão que começa na arte e ultrapassa suas fronteiras para a ciência, passando pela história da sociedade agostiniana, torna a releitura de Mondrian ainda mais especial para o local projetado. Há embasamento em cada linha projetada.

Em espaços por nós projetados para áreas educacionais, em especial em áreas de integração e encontro, sempre buscamos inserir elementos relevantes e
significativos. Acreditamos na aplicação estratégica da arte em nosso cotidiano. O desenvolvimento da percepção artística, o enriquecimento cultural e o despertar de interesses acerca de temas que nos levem ao aprofundamento na arte, na arquitetura, na cultura e na história deve ser fomentado e despertado em nossas crianças, em nossa sociedade. Acreditamos que a arte deve nos ser apresentada de forma mais simples e inusitada, para que se torne leve e agradável. É essencial despertar naturalmente o conforto visual, o olhar crítico e a curiosidade do usuário.

Como arquitetos, precisamos acreditar no propósito e premissa de tudo o que projetamos, e mais: precisamos embasá-los. Desde uma edificação à arte
aplicada a um muro. O contato direto com a arte e o despertar dos sentidos naturais causado por essa inserção são essenciais ao desenvolvimento da percepção artística das crianças.

Uma nova era da educação se inicia e, com ela, soluções reais precisam ser pensadas para cada centímetro quadrado dos espaços educacionais.

 

* Bruna de Lucca é Diretora do Studio BR Arquitetura & Design.

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Neuroarquitetura no ambiente de trabalho http://studiobrarquitetura.com/neuroarquitetura-no-ambiente-de-trabalho/ http://studiobrarquitetura.com/neuroarquitetura-no-ambiente-de-trabalho/#respond Sun, 11 Aug 2019 20:50:13 +0000 https://modelodesite.net.br/pro/?p=243 É comprovado que um ambiente bem projetado pode interferir diretamente na produtividade dos colaboradores.

A Neuroaquitetura é a matéria que une a neurociência e a arquitetura na busca por resultados positivos no que se refere ao ser humano inserido num espaço e o quanto esse espaço influencia em seu desempenho e em suas relações cognitivas.

Cores, luminosidade, temperatura, acústica, entre outros fatores formam um conjunto que deve ser muito bem pensado para cada tipo de uso, para alcançar bons resultados.

A neuroarquitetura é essencial a todos os ambientes, mas principalmente aos espaços corporativos, hospitalares e de ensino, por interferir diretamente na produtividade e bem-estar das pessoas.

Com a evolução da arquitetura corporativa como elemento cada vez mais conectado ao sucesso das empresas, hoje nos vemos em um momento de alta procura pela melhora dos ambientes de trabalho para os colaboradores. Espaços colaborativos ganharam força e o wellness está mais presente do que nunca.

Nos embasamos por décadas de estudos que nos ajudam à compreender a relação de espaços projetados em que houve a correta aplicação da neuroarquitetura com resultados bem sucedidos.

Há caso de empresas que reduziram seu número de faltas por enfermidades como enxaquecas, stress, dores corporais. As empresas que demonstraram maior cuidado com seus colaboradores também passaram a atrair e reter mais os seus talentos. O ganho em bem-estar, produtividade e performance são inquestionáveis.

Nosso papel, como arquitetos, é avaliar cada empresa como única, estudar os comportamentos e premissas, escutar os gestores e colaboradores, gerando base para o desenvolvimento do projeto que atenda as reais necessidades de cada empresa.

Dentro de uma única empresa, temos vários setores com diferentes demandas. Algumas necessitam mais privacidade, outras mais colaboração ou inspiração, etc.

O open space, que ganhou território nos últimos anos trouxe desconforto no que se refere à necessidade de foco, privacidade ou concentração. Também muito comum como reclamação, 100% das empresas que entrevistamos citam que não possuem salas de reunião existentes para todas as demandas de suas equipes. Ambos os fenômenos se dão pois é necessário implantar áreas de apoio para o open space, que possa suprir as necessidades de cada equipe, e que permitam utilizar o espaço de forma mais inteligente e ágil.

 

” Consideramos um projeto correto ao setor corporativo aquele em que, automaticamente, faz com que os colaboradores sintam-se representados, ouvidos, motivados e protagonistas da criação daquele espaço. Logo, a empresa ganha em produtividade.” Arq. Bruna de Lucca – STUDIO BR ARQUITETURA

 

O PROJETO ESPECIALIZADO DE ARQUITETURA trata-se da inteligencia de cada implantação. Se executado da forma correta, embasado e guiado por todas as relevâncias que a neuroarquitetura nos garante, e somado às pesquisas junto ao cliente, inevitavelmente será bem sucedido.

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Corporativo com personalidade http://studiobrarquitetura.com/corporativo-com-personalidade/ http://studiobrarquitetura.com/corporativo-com-personalidade/#respond Sun, 11 Aug 2019 20:10:53 +0000 https://modelodesite.net.br/pro/?p=219 STUDIO BR Arquitetura & Design foi convidado pela equipe de infraestrutura do Banco BMG para desenvolver o projeto de interiores da sede da instituição, localizada em São Paulo. Em contrato de confidencialidade, o escritório de arquitetura se tornou responsável por buscar e avaliar imóveis de metragem superior a 4.000 m² vagos pelas regiões corporativas da cidade. O espaço escolhido foi um dos andares do Condomínio São Luiz, na avenida Presidente Juscelino Kubitschek, medindo 4.800 m².

Antes de iniciar os levantamentos técnicos, a equipe responsável pela projeção solicitou uma entrevista com os gestores do banco. “Precisávamos encontrar o local certo, não somente no aspecto funcional, mas também que comunicasse os valores e a identidade da marca BMG”, revela a arquiteta Bruna de Lucca.

O espaço perfeito

A partir do diálogo com os gestores – presidência e diretoria – do Banco BMG, foi possível compreender que as premissas básicas eram foco no colaborador, simplicidade, modernidade, tecnologia e respeito. Com isso deram andamento no projeto, que durou 90 dias de estudo, seguidos de 120 dias de construção.

O condomínio que abriga o escritório carrega uma arquitetura de altíssimo nível com pé-direito de 3,50 m, térreo arborizado e extenso, sanitários amplos e flexíveis. Um detalhe interessante é que a edificação possui gestão flexível no atendimento às demandas de cada cliente em particular. Assim, foi construído um bicicletário exclusivo para os colaboradores do BMG no subsolo, além de vestiários e data center também em área locáveis no mesmo subsolo. Todo o cabeamento elétrico, incluindo os alimentadores principais dos conjuntos, foi trocado em prol de um projeto moderno e de alta performance, tudo validado e autorizado pelo edifício.

Também foi feito um upgrade no sistema de climatização de todos os conjuntos, possibilitando refrigeração de áreas por 24 horas ininterruptas.

O escritório ganhou uma linguagem moderna e industrial, com laje e infraestrutura aparentes Foto: Deividi Correa

A sala comercial que abriga a sede do BMG teve seu projeto conduzido por um time multidisciplinar do STUDIO BR Arquitetura & Design, do qual participam arquitetos, especialistas em RH, consultores em acessibilidade e designers, buscando imprimir a identidade da marca do cliente de forma eficaz e funcional no novo espaço de trabalho.

“Para coroar a ascensão do banco como referência em banco digital, projetamos um escritório atual, de linguagem moderna e industrial, com laje e infraestrutura aparentes, e acústica que trabalha estrategicamente em cada espaço desenvolvido”, conta Lucca.

O design do espaço foi alinhado ao branding da marca. Com caráter industrial e moderno, todas as tipologias das áreas colaborativas e mobiliário foram feitos especificamente para esta obra. Detalhes como as linhas laranjas nas divisórias retráteis também foram desenhadas pela equipe de arquitetura de forma personalizada.

A paginação de piso foi feita de acordo com os fluxos e uso dos ambientes, deixando tons sóbrios onde há mesas de trabalho comuns e piso mais colorido e mesclado em áreas mais criativas e de maior integração.

“Após finalização do projeto, realizamos 12 apresentações de tour virtual explicativo para todos os colaboradores, explicando a função de cada espaço e apresentando-lhes a identidade física de seu novo local de trabalho. A adesão foi fantástica e a inauguração, um sucesso”, conclui Lucca.

Por fim, a troca do sistema elétrico, incluindo alimentadores, permitiu otimização da energia com menos perda de corrente – instalando novo cabeamento de maior espessura. A troca de 100% do sistema de iluminação por LED também permitiu alta economia. O sistema de ar-condicionado instalado foi VRF, que economiza 40% da energia demandada em sistemas de climatização de todo o escritório.

Veja mais projetos de escritórios corporativos na Galeria da Arquitetura:

Sede da Aeroli.to, por Maxma Studio

Escritório Neumann Advogados Associados, por PA3 Arquitetura

Estúdio Som Livre, por Canvas Arquitetura + Design

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Dicas para contratar empresas de marcenaria para projetos corporativos http://studiobrarquitetura.com/dicas-para-contratar-empresas-de-marcenaria-para-projetos-corporativos/ http://studiobrarquitetura.com/dicas-para-contratar-empresas-de-marcenaria-para-projetos-corporativos/#respond Sun, 11 Aug 2019 19:52:20 +0000 https://modelodesite.net.br/pro/?p=211 Confira recomendações para selecionar empresas que produzem mobiliário customizado para projetos de escritórios. Ergonomia e custo competitivo são alguns dos fatores que devem ser analisados

Em projetos de interiores corporativos é bastante comum os arquitetos darem preferência à especificação de estações de trabalho e armários fabricados por empresas de móveis planejados e específicos para escritórios. Os motivos para isso vão desde o custo competitivo e a facilidade de contratação, até a maior garantia de atendimento aos requisitos básicos de ergonomia.

Ambientes corporativos requerem bom projeto luminotécnico

Ainda assim, há muita oportunidade para a aplicação de marcenaria sob medida em escritório, sobretudo em áreas de trabalho colaborativo e que exigem soluções personalizadas e flexíveis.

Nos últimos anos, os interiores corporativos vêm se transformado drasticamente para oferecer ambientes funcionais que respondam às demandas por fluidez nos processos e alta produtividade. Surgem como tendências, nesse sentido, espaços que reflitam a identidade da empresa, a redução do número de estações de trabalho fixas, e a criação de ambientes multiúsos, que servem tanto para reuniões informais quanto para postos rotativos.

O mobiliário feito sob medida é uma opção que oferece mais exclusividade, capaz de atender uma demanda especial, seja um conceito estético ou dimensões específicas

Estela Netto

MARCENARIA PARA ESCRITÓRIOS

“O mobiliário feito sob medida é uma opção que oferece mais exclusividade, capaz de atender uma demanda especial, seja um conceito estético ou dimensões específicas”, comenta a arquiteta Estela Netto. Ela ressalta, no entanto, que esse tipo de solução exige mais tempo para a execução do projeto, bem como um orçamento mais maleável.

“A marcenaria é indicada principalmente para bancadas altas para reuniões rápidas, cafés e áreas de reunião mais flexíveis”, cita a arquiteta Bruna de Lucca, diretora de projetos do Studio BR. Segundo ela, a produção de móveis sob medida também pode ser boa pedida para criar painéis vazados que dividem áreas sem fragmentar a planta do escritório.

EM BUSCA DO MELHOR FORNECEDOR

Escolher marcenaria para o projeto de interiores de um escritório é uma tarefa ainda mais árdua do que para um projeto residencial. Primeiro porque obras em empresas costumam ter cronogramas enxutos e bastante rígidos. Para piorar, o planejamento precisa ser muito consistente, já que a marcenaria precisa de uma obra bem encaminhada para realizar as medições, pré-condição para o início da produção das peças.

“O sucesso da marcenaria em uma obra corporativa depende muito do atendimento a prazos ágeis e de um pós-venda de excelência. Estamos falando de serviços que demandam uma habilidade enorme em atuar em simultâneo com outros fornecedores e sempre sob pressão por qualidade e prazo”, salienta de Lucca.

Por isso, na hora de contratar o fabricante de mobiliário, uma das primeiras recomendações é dar preferência para empresas grandes, bem consolidadas e com boa estrutura. Além disso, é preciso visitar algumas das obras entregues pela marcenaria em análise e conversar com clientes que ela já tenha atendido.

“O marceneiro é um fornecedor de grande importância para a obra e com o qual deve-se estabelecer uma relação de confiança. É fundamental que esse profissional tenha bastante conhecimento de mercado e um bom histórico de entregas”, diz Estela Netto.

A arquiteta destaca que também é importante verificar o desempenho das peças produzidas. “Às vezes a gente vê a marcenaria bonita do lado de fora, mas não percebe que há problemas com as ferragens”, alerta a arquiteta.

COMO EVITAR PROBLEMAS COMUNS

É muito comum precisar ajustar o mobiliário ou finalizar parte dele diretamente no local da obra. Neste momento o marceneiro precisa ser extremamente detalhista e cuidadoso para não danificar os demais itens já instalados

Bruna de Lucca

O desrespeito aos prazos previamente acordados é um dos principais motivos de conflito entre arquitetos, clientes e marcenarias. “A marcenaria que se alça a prestar serviço para projetos corporativos tem que ter, necessariamente, um processo de produção mais ágil”, pontua Estela Netto.

Também são um fator de desgaste os ajustes das peças in loco. “É muito comum precisar ajustar o mobiliário ou finalizar parte dele diretamente no local da obra. Neste momento o marceneiro precisa ser extremamente detalhista e cuidadoso para não danificar os demais itens já instalados, protegendo paredes e pisos”, afirma Bruna de Lucca.

Uma vez selecionada a marcenaria, deve-se investir na elaboração de um contrato bem detalhado. Além dos prazos de entrega e de montagem, o documento deve informar as matérias-primas utilizadas – incluindo tipo, marca e espessura da madeira e ferragens – e as condições de garantia.

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A EVOLUÇÃO DAS ESCOLAS – e o papel fundamental da arquitetura no novo formato http://studiobrarquitetura.com/a-evolucao-das-escolas-e-o-papel-fundamental-da-arquitetura-no-novo-formato/ http://studiobrarquitetura.com/a-evolucao-das-escolas-e-o-papel-fundamental-da-arquitetura-no-novo-formato/#respond Sat, 10 Aug 2019 14:15:50 +0000 https://modelodesite.net.br/pro/?p=106 Estamos diante de um movimento muito valioso para a convivência e produtividade do ser humano.

Estamos repensando, em todas as esferas, como oferecer ambientes mais humanizados, saudáveis e que promovam mais integração e qualidade de vida. Consequentemente buscamos elevar a saúde física e emocional daqueles que utilizam espaços com arquitetura embasada e funcional.

Não menos importante do que a integração entre pessoas, a sinergia das pessoas com as instituições e com as disciplinas com as quais convivem, é importantíssima. Esta sinergia reflete em nosso subconsciente e traz resultados significativos quanto à produtividade e o engajamento.

Quando falamos de escolas, vemos em larga escala as unidades educacionais do país se reinventando em seu aspecto físico para atender à constante evolução tecnológica e de comunicação. Sabemos que há ainda muito a se fazer, mas o primeiro passo é sempre abrir o horizonte dos agentes de ensino, e mostrar que a arquitetura atua como agente aliado aos resultados que buscam níveis elevar a qualidade de vida, a humanização e o bem estar de seus alunos.

 

Nós, arquitetos, projetamos a maior ferramenta que um aluno tem em sua posse quanto pisa no ambiente escolar: O ESPAÇO FÍSICO.

A tecnologia é essencial, mas o espaço precisa estar adaptado a esta tecnologia: uma sala multimídia tem formato diferente na disposição de mesas, um auditório que promova debates precisa ter formato mais parecido com um fórum do que com um teatro, Uma sala de aula com diversas ferramentas de comunicação não pode ter cadeiras e mesas fixas. E por aí vai…

Dentre tantos detalhes que pensamos, a qualidade do espaço físico é quase protagonista quando buscamos suprir,  em cada criança/adolescente,  o que chamamos de SUAS NECESSIDADES FUNDAMENTAIS.

Necessidades essas que vão da esfera fisiológica à esfera social.  Hoje o chamado “ambiente de alta performance” deixa de ser aquele que gera as melhores notas e passa a ser aquele que gera a produtividade com qualidade de vida, ou seja, promove satisfação em todos os quesitos necessários à realização de um ser humano, de uma criança ( o sucesso curricular é apenas um deste quesitos, mas hoje já sabemos que a plenitude do indivíduo vai além disso).

Como exemplo de uma inserção pensada pra complementar a excelência curricular, projetamos para o ensino fundamental do Colégio Agostiniano São José, um retrofit de sua área de vivência/pátio voltado à integração da natureza, do ser humano e da arte.

Atrelando as características regionais e históricas, ao estilo de Piet Mondrian, encontramos neste artista fonte inspiradora para uma releitura feita exclusivamente para o grande muro do pátio do Colégio Agostiniano.

 

Foram mais de 30 metros desenhados à mão para o cliente. E mais de 1.000m² de pátio revitalizados e integrados à natureza através do paisagismo.

O interessante da releitura é que com ela podemos aplicar à arte original um pouco de nossa visão sobre a obra e adaptá-la ao cenário/realidade em que esta será inserida. No caso do muro do Colégio Agostiniano pudemos trazer à tona uma paleta de cores mais variada e uma leve interferência na exatidão das linhas retas originais de MONDRIAN. Mas o importante é que a essência de Piet Mondrian, através de seu neoplasticismo, se manteve ali e foi a origem e inspiração de toda a composição.

Ao inaugurarmos o pátio, em entrevista ao corpo de docentes e pais, reforçamos as informações acerca de Mondrian, que como grande estudioso de sua época e precursor do neoplasticismo, tinha como influencias fundamentais em sua obra as teorias e leis de grandes estudiosos que o precederam, buscando sempre aprofundamento no estudo, ciência e arte. Esta conexão que começa na arte e alcança as fronteiras do estudo e da ciência, passando pela história da sociedade agostiniana, torna a releitura de Mondrian ainda mais especial para o local projetado. Há embasamento em cada linha projetada.

Em espaços por nós projetados para áreas educacionais, em especial em áreas de integração e encontro, sempre buscamos inserir elementos relevantes e significativos. Acreditamos na aplicação estratégica da arte em nosso cotidiano. O desenvolvimento da percepção artística, o enriquecimento cultural e o despertar de interesses acerca de temas que nos levem ao aprofundamento na arte, arquitetura, cultura e história deve ser fomentado e despertado em nossas crianças, em nossa sociedade. Acreditamos que a arte deve nos ser apresentada de forma mais simples e inusitada, que a torne leve e agradável. É essencial despertar naturalmente o conforto visual, olhar crítico e a curiosidade do usuário.

Como arquitetos, precisamos acreditar no propósito e premissa de tudo o que projetamos, e mais: precisamos embasá-los. Desde uma edificação à arte aplicada a um muro. O contato direto com a arte, e o despertar dos sentidos naturais causado por esta inserção, são essenciais ao desenvolvimento da percepção artística das crianças.

Uma nova era da educação se inicia, e com ela, soluções reais precisam ser pensadas para cada centímetro quadrado dos espaços educacionais.

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Espaço de trabalho na era da revolução digital: open space nunca foi o vilão http://studiobrarquitetura.com/espaco-de-trabalho-na-era-da-revolucao-digital-open-space-nunca-foi-o-vilao/ http://studiobrarquitetura.com/espaco-de-trabalho-na-era-da-revolucao-digital-open-space-nunca-foi-o-vilao/#respond Wed, 29 May 2019 19:11:19 +0000 https://modelodesite.net.br/pro/?p=186 Dados de 2016 já demonstravam a grande disparidade entre a evolução tecnológica e como o espaço de trabalho (não) acompanhou esta evolução. Para 20 significativas mudanças tecnológicas ocorridas nos 40 anos anteriores, o espaço de trabalho evoluiu, em média global, 1,8 vezes apenas. Ou seja. Empresas que buscam se modernizar em suas ferramentas, e que, ao longo de 40 anos adotaram as tecnologias conforme evoluíam, não olharam para sua maior ferramenta com o mesmo cuidado: o espaço físico que deve abrigar essas tecnologias. Mais grave ainda, este espaço abriga as atividades de quem opera essas tecnologias.

Não sabemos ao certo o desafio que a revolução Digital lançará sobre nós, sabemos  algumas tecnologias (revolucionarias) que já caminham ao nosso encontro: inteligência artificial, inteligência das coisas, carros autônomos. Sabemos que teremos, pela primeira vez, quatro gerações atuando juntas no espaço corporativo, e precisando lidar com essas tecnologias revolucionárias. Sabemos que tudo isso acontecerá em espaços físicos obsoletos, e não estamos falando em termos de tecnologia.

             É preciso atentar-se a um fato em particular, os especialistas já nos avisam: A Revolução 4.0 é uma revolução comportamental, organizacional. O segredo para traçar as estratégias do futuro refere-se basicamente à conexão humana com essas tecnologias.

Falar do conceito do espaço aberto (OPEN SPACE) é essencial para que possamos aprender com o passado ao construir nossos novos espaços de trabalho. Há aproximadamente 30 anos replica-se a tendência do espaço aberto indiscriminadamente no interior das empresas, as justificativas são plausíveis, mas tapa-se uma demanda, abrem-se muitas outras. E agora que muitas novas formas de desenho do espaço de trabalho se apresentam, é preciso cuidar para não replicarmos apenas tendências DE NOVO.

O OPEN SPACE surgiu como ferramenta de melhora nas dinâmicas das empresas. Ainda assim, dados coletados sobre o espaço de trabalho na América Latina demonstram que 73% dos colaboradores reprovam este formato.

A razão para esses dados alarmantes é que o OPEN SPACE, apesar de aproximar times, equipes e setores, descobre outras necessidades fundamentais ao desenvolvimento produtivo dos colaboradores, como exemplo da autonomia nas atividades individuais focadas. O problema é tão real que é unanimidade que empresas pensem necessitar de mais salas de reunião tradicionais e fechadas, as que possuem nunca são suficientes. Na maioria das vezes essa necessidade se dá por que o desempenho individual é transferido para essas salas, que são projetadas para grupos de pessoas mas muito utilizadas para atividades em um ou dois indivíduos. E não podemos culpa-los.

Não repetir no erro significa compreender que há uma infinita variedade de atividades e necessidades que podem ser mapeadas quando tratamos das dinâmicas que cada setor de cada empresas desenvolvem. E compreender que a Revolução digital trará mais dinâmicas (atualmente ainda desconhecidas) e que precisaremos de espaços que as abriguem, urgentemente.

Como projetar algo que parece tão complexo, e que precisa ser flexível a ponto de acompanhar as mudanças tecnológicas sem gerar grandes impactos físicos ou financeiros a cada mudança?  Começando por não replicar tendências sem embasamento, já há mais chance de sucesso.

As atividades necessárias a um setor de RH, por exemplo, diferem absolutamente das atividades desempenhadas pelo setor Marketing ainda que ambos sejam da mesma empresa. E não é exagero dizer que o Marketing de uma empresa de tecnologia necessita de espaços consideravelmente diferentes do Marketing de uma empresa de assessoria Jurídica. Logo, o que fazer?

É preciso estudar individualmente as pessoas, os departamentos, alinhar-se à cultura e valores da empresa, indicar ao RH e aos gestores os movimentos que apenas funcionarão se vindos de cima.

É preciso, como arquitetos de espaços corporativos, guiar o cliente à soluções reais, embasadas, estudadas, justificadas. É preciso assumir a responsabilidade pela ocupação produtiva de cada metro quadrado de um escritório, pois ocupação física ociosa ou sem adesão é desperdício de recursos (do investimento ao custo operacional).

As tipologias que a STUDIO BR projeta, através do método WORKXPERIENCE®, de maneira embasada, eram OITO em 2016, hoje são 15. Seguimos evoluindo conforme ampliamos nossas pesquisas no interior dos clientes, projetamos conforme as necessidades reais. Se não o fizermos, em breve, teremos cópias de espaços “bacanas”, porém sem utilidade. O Open Space não foi um erro, um erro foi implantá-lo sem entender como suprir as deficiências que ele trazia ao cotidiano de cada setor, de cada empresa que decidiu fazer este movimento, e que ainda hoje colhe reclamações por tê-lo feito.

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Preocupação com os funcionários http://studiobrarquitetura.com/preocupacao-com-os-funcionarios/ http://studiobrarquitetura.com/preocupacao-com-os-funcionarios/#respond Thu, 02 May 2019 12:53:10 +0000 http://studiobrarquitetura.com/?p=1417 Bem-estar físico e emocional dos funcionários gera novas exigências para o segmento de arquitetura corporativa

O mercado imobiliário fechou o ano de 2018 com uma absorção líquida de 285 mil m² apenas no segmento corporativo classe A e para 2019 serão mais 200 mil m².

Mais do que a busca por novos espaços, a mudança foi motivada por mais qualidade nas instalações e no bem-estar físico e emocional dos funcionários. Nesse novo momento, o segmento de arquitetura corporativa exercita um olhar mais humano e conquista novos clientes.

Para uma melhor experiência aos funcionários, entra em jogo a Neuroarquitetura – matéria que une a neurociência e a arquitetura para projetar espaços que influenciem positivamente o desempenho e as relações cognitivas de quem o ocupa. Cores, luminosidade, temperatura, acústica, entre outros fatores formam as novas diretrizes pensadas de acordo com o uso.

“Há caso de empresas que reduziram seu número de faltas por enfermidades como enxaquecas, stress, dores corporais. As empresas que demonstraram maior cuidado com seus colaboradores também passaram a atrair e reter mais os seus talentos. O ganho em bem-estar, produtividade e performance são inquestionáveis”, explica a arquiteta Bruna de Lucca, diretora da Studio BR Arquitetura.

O movimento por ambientes mais amigáveis e menos burocratizados e solitários, atende às demandas atuais como o impacto da depressão, ansiedade e estresse dentro das empresas. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que, até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo. Apesar de possuir componentes genéticos, pode ser desencadeado por uma série de fatores, como o contexto social.

A grande mudança está no foco dos novos projetos de arquitetura, conta Bruna de Lucca:”Atualmente, consideramos um projeto correto ao setor corporativo aquele em que, automaticamente, faz com que os colaboradores se sintam representados, ouvidos, motivados e protagonistas da criação daquele espaço. A empresa ganha em produtividade e engajamento, e o colaborador em bem-estar”.

Esse novo cenário aqueceu o setor de arquitetura e integrou novos escritórios – com visão moderna – a clientes tradicionais, como bancos em escritórios de advocacia, em busca de adequação às novas demandas. Em 2018, com as mudanças do setor corporativo, o escritório de arquitetura multidisciplinar Studio BR cresceu aproximadamente 209% trabalhando apenas com ambientes de trabalho em busca de integração, espaços abertos e os benefícios da neuroarquitetura.

Contato:
StudioBR Arquitetura & Design
(11) 2639-3095
http://studiobrarquitetura.com/

 


Fonte: https://corporativo.arqbrasil.com.br/funcionarios/2276/

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Mobilidade x espaço de trabalho: qualidade de vida dos funcionários dentro e fora da empresa http://studiobrarquitetura.com/mobilidade-x-espaco-de-trabalho-qualidade-de-vida-dos-funcionarios-dentro-e-fora-da-empresa/ http://studiobrarquitetura.com/mobilidade-x-espaco-de-trabalho-qualidade-de-vida-dos-funcionarios-dentro-e-fora-da-empresa/#respond Tue, 30 Apr 2019 13:04:15 +0000 http://studiobrarquitetura.com/?p=1421 O projeto de um escritório tem papel ativo na mobilidade de centenas de profissionais e cabe às empresas de arquitetura corporativa promoverem espaços que estejam de acordo com as iniciativas público-privadas para resolver a questão dos congestionamentos e outros problemas comuns às metrópoles

Os maiores desafios da arquitetura corporativa do século XXI são promover a sinergia e gerar engajamento dos colaboradores, porém sempre focando em uma qualidade de vida essencial para os tempos atuais, e levar em consideração a questão o trânsito das grandes cidades é uma grande premissa. O projeto de um escritório tem papel ativo na mobilidade de centenas de profissionais e cabe às empresas de arquitetura corporativa promoverem espaços que estejam de acordo com as iniciativas público-privadas para resolver a questão dos congestionamentos e outros problemas comuns às metrópoles.

O principal é entender que o escritório não está flutuando no espaço, mas em um endereço definido e em uma vizinhança determinada e é preciso levar em conta a mobilidade urbana do entorno e também o trajeto dos funcionários – se utilizam automóveis particulares, transporte público, transporte fretado, bicicletas ou patinetes. A partir destes dados fica mais fácil entender as demandas reais de quem vai utilizar aquele espaço pelo menos cinco vezes na semana.

Mais do que isso, é necessário estar atento às demandas futuras. Cada vez mais pessoas estão trocando o transporte particular pelas bicicletas, patinetes entre outros, mas não farão essa transição se não encontrarem uma infraestrutura como um bicicletário, por exemplo. “Em projetos recentes da Studio BR, para a ConectCar e para o Banco BMG, os diretores das empresas abriram mão de algumas vagas de garagem para ganhar um bicicletário – que incentivou muitos funcionários a adotar de vez as bicicletas. Em outros projetos como da Autopass e Banco Pine o prédio ter essa infraestrutura era premissa essencial pra a escolha do novo local”, afirma Rodrigo Mancini, Co Partner na Studio BR Arquitetura.

É claro que essa iniciativa gera novas demandas. Esses projetos de arquitetura contam com ambientes que, até então, eram raros em escritórios corporativos – como chuveiros, armários e um vestiário bem equipado para atender plenamente às necessidades de quem opta por esse modal de transporte. Assim, entramos em um ponto importante: não é suficiente abrir um espaço qualquer para guardar bicicletas, é preciso integração.

Em momentos anteriores a arquitetura corporativa buscava criar ambientes hierárquicos e verticais, houve uma grande mudança com o entendimento de que o bem-estar dos colaboradores poderia guiar os projetos arquitetônicos e isso já é realidade. Agora, estamos passando por um novo momento: é preciso pensar na qualidade de vida dos funcionários dentro e fora da empresa. Este desafio está longe de ser um problema, pelo contrário, mostra o valor da arquitetura para o mercado corporativo e para a vida das pessoas. gerando maior produtividade e assertividade nas empresas além de uma qualidade mais plena de vida para os colaboradores.

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Fonte: http://revistaeconomia.com.br/mobilidade-x-espaco-de-trabalho-qualidade-de-vida-dos-funcionarios-dentro-e-fora-da-empresa/

Autor: Christine Xavier – Tropico Comunicação

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